8 de abril de 2012

Na balada do Coelhinho: O Coração é como uma cesta de Páscoa.


Páscoa! Época gostosa, onde quase morremos de tanto comer bombons, onde o romantismo é reacendido com muitos doces, o que as mulheres amam! Bom, essa data e tantos chocolates pela casa me inspiraram a escrever não apenas uma, mas DUAS histórias... Para essa primeira, me veio uma frase na cabeça: "O coração é como uma cesta de Páscoa". Me coloquei a escrever e foi esse o texto que surgiu. Vejam se vocês concordam comigo!

Gostaria de lembrar que a participação de vocês, leitores, é muito benvinda, com sugestões de melhorias, temas, críticas e dúvidas. Respondo a todos com o maior carinho e rapidez possíveis. Aguardo a sua colaboração no e-mail: avidaemmiudos@gmail.com. Boa leitura e Feliz Páscoa, pessoal!

"Não ser amado é falta de sorte. Não amar, é a própria infelicidade." - Albert Camus

Pronto! A cesta de páscoa que ele tinha preparado para Marcela já estava terminada! Depois de tanto trabalho e de uma semana pesquisando com amigos qual era a melhor forma de surpreender a futura namorada, ela estava ali, toda elaborada. Ele estava se achando o máximo!

Aquela seria a sua primeira namorada, desde a primeira vez que a avistou no ponto de ônibus, ele se encantou por aqueles olhos que sempre o procuravam. E quando ela deu aquele sorriso tímido e no dia seguinte puxou papo com ele, Mateus teve certeza de que os sinais que ela estava dando significavam alguma coisa, realmente.

Ela fazia faculdade e ele cursinho. Marcela veio para a cidade fazer Farmácia. Mateus fazia cursinho para tentar Engenharia Civil no final do ano. Ela tinha dezenove anos e ele dezessete. Ela: loira, ele: meio japa. Apesar de serem tão diferentes, tinham algo em comum, a cidade natal: Manaus. Como seria possível, duas pessoas que se encontram numa cidade do sudeste, descobrirem que além daquela simpatia trocada entre olhares, seriam da mesma terra? Destino? Nunca saberemos!

Então trocaram números de celular, começaram a mandar mensagens, rolou um cinema, ela passou mal e ele levou um lanche para ela no trabalho... Ele queria presenteá-la na Páscoa, agradecê-la por ser tão especial em pouco tempo. Não podia perder aquela menina de vista.

Olhando a cesta terminada, ela mandou uma mensagem e combinaram de se verem no final de semana, era sábado. Ela sugeriu e marcou. Minutos depois, desmarcou e marcou para o dia seguinte.

O que ele não sabe é que amanhã, domingo de Páscoa, ela vai desmarcar de novo. Vai enrolar. Ele vai se desapontar e a surpresa que fez para ela, ele nunca entregará. 

Nosso coração é como a cesta de páscoa que o menino fez para Marcela. Enchemos com tudo aquilo que esperamos que a pessoa goste. Fazemos um esforço imenso para prepará-la, decorá-la e entregá-la. Mas nem sempre a outra pessoa está preparada para recebê-la e sem saber, ela  se afasta, recusando cegamente o que o outro preparou para ela com tanto carinho e respeito.  O que é doce, se torna amargo. Quando ficamos sozinhos, com a cesta na mão, devemos escolher se é hora de esvaziá-la ou guardá-la para entregar à pessoa certa.

E na garganta de Mateus ficará preso um“Feliz Páscoa!” cheio de surpresas... Marcela vai reclamar com as amigas que está sozinha, nenhum cara presta... Pobre menina! Ele esvaziará a cesta. Um dia vai elaborar outra vai entregar para uma menina que não se afastará antes da boa surpresa. Ele vai sofrer um pouquinho por causa da decepção, mas encontrará uma mulher de verdade, que saberá o que quer e dará valor à sua lealdade, caráter e que se fartará com a doçura do presente preparado.

E você, já entregou uma cesta de Páscoa para alguém hoje?

Um comentário: